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Bethânia interpretando Fera Ferida

Bethânia relembra Fera Ferida Lislaine dos Anjos Segurando o posto de segunda artista feminina em vendagem de discos no Brasil, Maria Bethânia já ultrapassou a marca dos 26 milhões de discos. A artista, que também atende pela alcunha de Abelha-rainha, é considerada por muitos como uma das maiores cantoras da história do Brasil. A exemplo do irmão Caetano Veloso, também cantor e compositor, Bethânia tornou-se uma das principais intérpretes da música popular brasileira, sendo reconhecida além dos limites do território nacional.


Em 2001, ela tomou a decisão de se desligar das grandes gravadoras, como a BMG, e transferiu seu talento para a independente Biscoito Fino. O disco de estreia na nova gravadora foi também o álbum comemorativo dos seus 35 anos de carreira. O CD duplo "Maricotinha Ao Vivo" trouxe regravações dos antigos sucessos, além de canções consagradas e textos. Segundo os críticos, é um trabalho que deve ser apreciados pelos fãs de maneira lenta para que não se assustem com o volume da obra. 

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Clique no play e ouça o sucesso de Maria Bethânia

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Fênix cantada por Jorge Vercilo

Jornalista formado, mas sem experiência alguma na área, Jorge Vercilo deixou essa profissão de lado para investir somente na carreira musical. Hoje cantor, compositor e violinista de renome no país, o artista gravou seu primeiro CD em 1993. "Encontro das Águas" ficou um ano no forno e foi lançado um ano mais tarde, pela gravadora Continental.


Dois anos mais tarde, chegou para os fãs o CD "Em Tudo Que É Belo", que trouxe apenas composições de sua autoria ou feitas em parceria, bem como o primeiro álbum. Nos últimos dois anos, Vercilo gravou o DVD "Trem da Minha Vida"e concorreu ao Grammy Latino com a canção "Ela Une Todas as Coisas", feita em parceria com Jota Maranhão. Em 2009, enquanto gravava seu novo CD, o cantor figurou novamente na lista dos indicados ao Grammy, dessa vez na categoria "Melhor Álbum de MPB" pelo trabalho anterior.

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Maria Rita homenageia Elis

Filha de nomes bastante conhecidos no cenário musical brasileiro, Maria Rita decidiu apostar na carreira musical aos 24 anos, quando deixou de lado os estudos latino-americanos e de marketing, que cursava na Universidade de Nova York, nos EUA. Ela desejava investir na carreira desde os 14 anos, mas decidiu protelar a ideia ante o enorme sucesso da mãe. A filha de Elis Regina sempre teve a consciência de ser "a única filha mulher de uma grande cantora".


Ao soltar a voz nos palcos, Maria Rita provou ter um talento nato e conquistou seu espaço como um dos novos ícones da MPB. O reconhecimento veio por meio da grande vendagem de discos e dos prêmios nacionais, além de ter recebido seis vezes o Grammy Latino. Um deles, o da categoria de "Melhor Artista Revelação", foi o marco da carreira dela, uma vez que ela foi a primeira cantora brasileira a levar para casa o prêmio desta categoria. Entre seus sucessos figuram "Cara Valente", "Tá Perdoado" e "Encontros e Despedidas", que até hoje são as mais pedidas em suas apresentações.

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Elegância

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.


É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.


É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada.


É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.


É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, por exemplo. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.


É possível detectá-la em pessoas pontuais. Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está. Oferecer flores é sempre elegante.


É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer... porém, é elegante reconhecer o esforço, a amizade e as qualidades dos outros.


É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.


É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.

É elegante retribuir carinho e solidariedade. É elegante o silêncio, diante de uma rejeição... Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.


Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. É elegante a gentileza. Atitudes gentis falam mais que mil imagens... Abrir a porta para alguém é muito elegante... Dar o lugar para alguém sentar... é muito elegante... Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma... Oferecer ajuda... é muito elegante... Olhar nos olhos, ao conversar é essencialmente elegante...


Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la.


Adaptação de texto extraído do Livro: EDUCAÇÃO ENFERRUJA POR FALTA DE USO [pintor francês e deficiente físico, Henri TOULOUSE LAUTREC] (1864-1901).

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Cinema tem de exaltar a vida

Arnaldo Jabor 

Em 1990, filmei "Amor à Primeira Vista", uma co-produção franco-italiana para a TV que nem passou aqui. Depois, parei - de saco cheio de tanta ansiedade e frustração, os dois sentimentos básicos do cineasta.



As pessoas pensam que filmar é um piquenique. De vez em quando, algum "desconhecido intimo" me perguntava: "Como é? Quando vai filmar de novo?" Eu respondia: "Sei lá..." E o sujeito continuava: "Adorei aquele seu filme, o "Bye Bye Brasil"!.... "Não é meu" , resmungava. "Ahh...Cineasta é tudo igual...Alias, vocês levam um vidão, hein?" E me cochichava, com sórdida cumplicidade: "Vocês comem atrizes às pampas, hein?" E eu, como um "casanova" discreto: "Nem tanto...nem tanto..." - e fugia, sob a inveja do cara.


Passei 25 anos olhando o mundo através de ângulos de cinema: "Aquela mulher com uma lente 75mm, daria um close lindo, aquele casal correndo da chuva seria um "travelling" legal..."


Agora, matei a fome, pois não agüentava mais ficar apenas um comentarista vendo o horror do mundo, as vergonhas nacionais. Adoro o vasto mundo do jornalismo e tv. Mas, só política envenena a alma. Digo sempre: "É feito trabalhar no Instituto Butantã...um dia a cobra te morde...".


Agora, vinte anos depois, estou acabando "A Suprema Felicidade", um filme que se passa nos anos dourados do Rio, entre 1950 e 60. E não é para "conscientizar" ninguém.


Na época do Cinema Novo, vivíamos uma arte que "salvaria" o século, "mudaria cabeças"; buscávamos o chamado "especifico fílmico", utopia de imagem a ser atingida.


Neste filme só falo das coisas que conheci e vivi. Como dizia o Fellini: "a única objetividade que conheço é a subjetividade". Filmei por amor à arte, esta coisa meio antiga, neste mundo atual onde os filmes só têm cenas de 3 segundos, delirantes maneiras de você ver muito para nada ver. O antigo "autor" ou "diretor" virou um guarda de transito para atores: "Vai por ali, vem por aqui..."


O filme que fiz não quer provar nada. Claro que gostaria que fosse uma defesa quase "ecológica" contra a cultura de massas. Mas, quem sou eu, para desejar tanto?


No entanto, há sinais de que talvez comece uma renascença artística se parindo do mundo digital.


Por isso, amei o "Avatar" a primeira superprodução em que a tecnologia ficou a serviço da poesia. Acho que "Alice", do Tim Burton também vai ser assim. "Avatar" é um filme de autor. Existe ali um grande amor ao cinema, como no ultimo Tarantino, como nos anos 60, quando fazer cinema era paixão.


Lembro-me da ultima vez em que vi o cineasta francês Louis Malle, no Rio. Falamos dessa paixão, da fumaça dos cigarros "Gauloises", dos paletós surrados dos cinéfilos de Paris, dos papos-cabeça da "nouvelle vague", da magia do preto e branco, da aura sagrada que os cinemas de "shopping-centers" exterminaram, entre pipocas e cachorros-quentes, esse cinema que hoje é uma extensão das praças de alimentação.


Meses depois, Malle morria de câncer, como o Truffaut.


O cinema sempre buscou as massas; não vivia em guetos como a poesia ou pintura, mas tinha uma fome de "arte", visível mesmo nos filmes "comerciais", cf. "Cantando na Chuva" por ex.


Sem esse amor, cinema é um vídeo game em que somos as peças. Por isso, me lembro também de Humberto Mauro, o grande cineasta-fundador dos anos 20 e 30 que criou uma definição famosa sobre a antiga "Sétima Arte": "Cinema é cachoeira..." Por que ele dizia isso? Já contei isso, mas repito.


Quando ele fazia seus filmes em Cataguazes e na Cinedia do Rio, todo amigo que ele encontrava na rua dizia : "Humberto, meu querido, você precisa ir lá no meu sitio filmar a minha cachoeira. Você precisa ver que cachoeira!" E o Humberto Mauro ficava intrigado: "Por que sempre querem que eu filme cachoeiras?"


Um dia, ele deu uma palestra num cineclube e um jovem lançou-lhe a pergunta essencial: "Seu Mauro..qual é a alma do cinema?" Aí, o velho cineasta cunhou a definição eterna: "Cinema, meu filho, é...cachoeira!"


Tentei filmar assim: o fluxo da afetividade, da tentativa de alegria, do desejo de felicidade. Tentei um filme de aventuras emocionais. Arte tem de ser exaltação da vida. E hoje tudo está tão falso, tão virtual que imagino que alguma personagem poderia sair da tela , como na "Rosa Purpura do Cairo", e perguntar: "Hei!... Vocês aí - afinal, o que é (ou era) a realidade?" E nós responderíamos: "Realidade" é esta coisa aqui fora e dentro de nosso corpo, fluindo sem parar, é esse rio de signos, essa ilusão dos sentidos, esse mistério que teimamos em deslindar inutilmente, pois fazemos parte dele. "Realidade" é esta coisa sempre além da ciência, sempre além do sentido, do tempo e do espaço, inatingível, pois estamos todos boiando num infinito caldo-de-cultura, onde "parece" que boiamos; apenas "parece", pois somos também o caldo onde boiamos. A mosca e a sopa são a mesma coisa. Quanto mais se fazem descobertas, mais fundo é o túnel do mistério.


Quanto mais aberta for a maquina do mundo, mais vazia e indecifrável.


Por isso, a melhor metáfora para o cinema é a cachoeira mesmo - uma água que não pára de fluir. Não há uma realidade que finalmente se detenha e se configure; buscá-la, tanto no cinema como na filosofia é fracasso certo. Não há arte ou filme que dê conta do implacável fluir dessa cachoeira que se chama "vida". O drama dos séculos tem sido a tentativa de se alcançar uma resposta estática.


A própria idéia de "paraíso" na terra esconde (ou comprova) o desejo de parar o espaço e o tempo. O "paraíso" seria um lugar onde não houvesse a morte - nem cinema. Não há "cinema paraíso" (por isso, aquele filme italiano é tão ruim).


Somos uma cachoeira contemplando a outra. Nossas ações têm esse fracasso fundamental: jamais veremos um fim ou um inicio.


Cinema e vida são cachoeiras, como descobriu Humberto Mauro.

Fonte: A Gazeta

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Pudim de claras tradicional

Pudim de claras tradicional

Prepare em muito pouco tempo um delicioso pudim de claras bem caseiro!


 
 
8 claras em temperatura ambiente
16 colheres de sopa de açúcar
1 / 2 colher de chá de sal
2 xícaras de açúcar para o caramelo

1 forma de pudim (com canudo no meio)
Doce tradicional a culinária brasileira, é um dos que deixamos de fazer por dar a impressão de que é difícil da receita certo, quando na verdade é muito fácil. Demora um pouco no forno, aproximadamente uma hora.

Ligue o forno bem baixo e coloque uma assadeira com água até a metade da altura.

Distribua as duas xícaras de açúcar para o caramelo no fundo da forma de pudim. Coloque-a sobre o fogo bem baixo. Quando o caramelo se formar, não deixe que escureça, retire a forma rapidamente do calor, pegue com um pano para não se queimar, e vire-a para cobrir as laterais da forma. Deixe esfriar enquanto bate as claras.

A temperatura ambiente das claras é muito importante para o pudim ficar bem alto. Bata as claras com o sal em ponto de neve bem dura.
Faça o teste pegando um pouco da clara batida com uma colher e virando-a para baixo. Se não escorrer, está no ponto. Sem parar de bater acrescente o açúcar, uma colher de cada vez, até continue a bater até obter um creme branco bem grosso e brilhante.

Distribua a massa de claras na forma e coloque-a na assadeira que está com a água no forno. Asse o pudim por aproximadamente uma hora. Se achar que o forno está muito quente, prenda a porta do forno entreaberta com uma colher de pau, essa fresta vai permitir que o excesso de calor escape.

O pudim quando está cozido ele sobre na forma e fica meio solto das bordas. Nesse momento, não o retire do forno para não murchar. Desligue o forno, prenda a porta entreaberta com uma colher de pau e aguarde aproximadamente 15 a 20 minutos, retire-o e quando estiver apenas levemente morno, vire-o sobre o prato em que for servir. Não deixe esfriar para a calda de caramelo não endurecer.

Clique no botão a seguir para ver a foto do pudim de claras.
Calor do forno
Quando for fazer pão programe-se para utilizar o calor do forno nas duas horas em que o pão cresce. O que dá para fazer? Assar um frango, uma lasanha, um bolo, berinjelas para preparar uma pasta.

Claras em neve em ponto duro
Bata as claras com uma pitada de sal até a mistura ficar tão dura que ao pegar uma colher de sopa com a massa e a virar para baixo ela não escorrerá.

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O sal na dieta

A redução do consumo traria tantos benefícios à população quanto o combate ao tabagismo 


Quanto mais sal nos alimentos, mais nos habituamos com ele. Há muito se sabe 00000°que a ingestão de quantidades maiores pode agravar quadros de hipertensão, mas por acaso prejudicaria a saúde daqueles com pressão normal? Nas últimas décadas, as recomendações contra o abuso de sal têm sido conflitantes. 


Alguns especialistas defendiam que as políticas públicas destinadas a reduzir o sal da dieta deveriam atingir a população inteira, enquanto outros consideravam mais apropriado dirigi-las exclusivamente aos que sofrem de hipertensão arterial ou diabetes. Confesso que a segunda posição sempre me pareceu mais razoável: por que razão pessoas acostumadas a comer mais sal, mas que mantêm níveis normais de pressão arterial, precisariam reduzir o consumo? Estava tão seguro desse ponto de vista, que nunca me preocupei com a quantidade de sal nos alimentos (minha pressão sempre foi 11 por 7). Um artigo recém-publicado no "The New England Journal of Medicine", a revista de maior circulação entre os médicos, acaba de me convencer de que eu estava errado. Agora, acho que as políticas públicas devem ser dirigidas a todos e que não ganho nada comendo sal à vontade; talvez até me prejudique. Vou explicar por que mudei de posição. 


O sal de cozinha é o cloreto de sódio. Cada grama dele contém 0,4 g de sódio, íon essencial para o organismo porque facilita a retenção de água: para cada 9 g de sal ingeridas, o organismo retém um litro de água. Quando o sódio é consumido em excesso, o sistema cardiovascular poderá ficar sobrecarregado caso a água não seja eliminada com eficiência. Para as pessoas saudáveis, a dose máxima de sal recomendada pelo Ministério da Saúde é de 5 g por dia (2.000 mg de sódio). Os brasileiros, no entanto, consomem em média cerca de dez gramas, o dobro do recomendado, sem contar o sal dos alimentos ingeridos fora de casa. 


Lembre-se de que 1 g de sal é a quantidade existente em cada um daqueles pacotinhos servidos nos bares e restaurantes. Nos Estados Unidos, os homens ingerem em média 10,4 g de sal, e as mulheres, 7,3 g por dia. Lá, como aqui, hipertensão é moda. O risco de um americano que chegou aos 50 anos desenvolvê-la nos anos que lhe faltam viver é de 90%. No trabalho citado, pesquisadores da Universidade da Califórnia construíram um modelo de simulação computadorizada para explorar o impacto que pequenas reduções do consumo de sódio teriam na incidência de doenças cardiovasculares, na população de 35 a 84 anos. Os resultados foram assustadores. 


Um esforço nacional que resultasse na redução de apenas 3 g de sal no consumo diário reduziria o número de infartos (de 54 mil a 99 mil casos por ano), de derrames cerebrais (60 mil a 120 mil por ano) e de mortes por outras causas (44 mil a 90 mil por ano). Como consequência, o sistema de saúde do país economizaria US$ 10 bilhões a US$ 20 bilhões anuais. Mesmo reduções diárias da ordem de 1 g já seriam suficientes para melhorar os índices de mortalidade. A diminuição do consumo traria tantos benefícios à população quanto o combate ao tabagismo e à obesidade e a promoção do uso de medicamentos para tratar hipertensão e os níveis elevados de colesterol. Para combater o abuso de sal existem duas estratégias: uma individual, outra pública. 


A individual é baseada na conscientização de que reduzir o consumo faz bem à saúde; a pública tem a finalidade de convencer os fabricantes de alimentos processados industrialmente a colocarem menos sal em seus produtos. 


Como cerca de 70% do sódio ingerido na dieta do brasileiro médio vem dos alimentos industrializados, o convencimento individual tem impacto limitado. Cabe às autoridades responsáveis estabelecer regras que limitem a quantidade de sódio em molhos prontos, condimentos, salgadinhos, picles, conservas, pizzas, sopas de pacote, embutidos, queijos e outros alimentos. Países como Finlândia, Inglaterra, Japão e Portugal já o fizeram com resultados altamente positivos. 


De minha parte, leitor, já comecei a diminuir o sal nas refeições e a prestar atenção na quantidade de sódio exposta no rótulo dos alimentos industrializados. Não custa nada, é apenas questão de acostumar com o gosto menos salgado. 


Apesar de ter pressão normal, quem me garante que no futuro o excesso de sal não me tornará hipertenso? Não vale a pena correr esse risco. Fonte: Folha de S. Paulo

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Tudo o que É Sólido Pode Derreter

Mayara Constantino, que protagoniza "Tudo o que É Sólido Pode Derreter", e Gilda Nomacce

"Ninguém gosta da aula de literatura, mas eu gosto." Quem diz isso é a adolescente Thereza, da série "Tudo o que É Sólido Pode Derreter".


A frase traz embutida a proposta do programa, cuja primeira temporada foi exibida pela TV Cultura e é lançada em uma caixa com quatro DVDs: transformar um tema que a maioria dos jovens parece detestar --a literatura e seus clássicos-- em algo palatável.


Não é proposta nova, nem de fácil execução. Os diretores (os jovens Rafael Gomes e Esmir Filho, famosos pelo hit do YouTube "Tapa na Pantera") optaram por fazer uma espécie de "Malhação" com ambições intelectuais e educativas. O que a série tem de mais positivo é sua abordagem moderna das obras clássicas --se não chegar a ser iconoclasta, certamente tempera a reverência com pitadas de senso crítico.


"Bizarra essa história de achar sermão obra de arte", diz Thereza sobre "Os Sermões", do padre Vieira. Do mesmo modo, outros clássicos do vestibular --"Auto da Barca do Inferno", "Os Lusíadas", "Senhora", "Dom Casmurro" etc.-- são apresentados sem que sua dificuldade potencial para os jovens leitores de hoje seja desprezada.


Ou seja, em vez de dizer ao espectador "olha, isso é um clássico, você tem que ler porque é importante, uma obra-prima etc." --uma linha de argumentação que costuma ser contraprodutiva--, o programa diz coisas como "ah, depois que você começa não é tão difícil".


Se isso realmente funciona como estímulo para os espectadores se lançarem às páginas dos clássicos, é difícil dizer. Mas a tentativa é válida, e a atriz protagonista (Mayara Constantino) é boa. A série pode ser vista gratuitamente on-line, em tvcultura.com.br/tudooqueesolido.
 

TUDO O QUE É SÓLIDO PODE DERRETER
 
Quando: amanhã, das 11h às 15h, na livraria Cultura do shopping Bourbon Pompeia (r. Turiassú, 2.100); na TV Cultura, seg., às 18h; dom., às 13h30
 
Quanto: R$ 99
 
Classificação: livre
 
Avaliação: bom

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Feminilidade extrema, Lingeries que são um show

A sensualidade da Victoria’s Secret, ousada marca de lingeries e cosméticos, faz seu sucesso mundial

Feminilidade extrema. Essa é uma das principais características que faz da marca norte-americana de lingeries e cosméticos Victoria’s Secret ser sucesso há mais de 30 anos. Inovadora e despojada, a empresa esbanja sensualidade ao compor peças íntimas e expõe as novidades todo final de ano no já tradicional Victoria’s Secret Fashion Show. Transmitido atualmente pelo canal de televisão a cabo TNT, o evento é sucesso de audiência, com 1,5 milhão de espectadores em todo o mundo.


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A Angel brasileira Alessandra Ambrosio no Victoria’s Secret Fashion Show


O Victoria’s Secret Fashion Show, um desfile com formato de um grandioso espetáculo, figura com destaque no cenário da moda mundial. Criado em 1995, mas só transmitido pela TNT a partir de 1999, conta com a presença de diversas modelos de representatividade internacional. Chamadas de Angels, entre as beldades que compõem o casting da marca já estiveram presentes a brasileira Gisele Bündchen, Naomi Campbell, Tyra Banks, Eva Herzigová, Petra Němcová e Tricia Helfer. Hoje, o grupo é formado pelas também brasileiras Adriana Lima, Alessandra Ambrosio, Izabel Goulart e Fabiana Semprebom, além de Selita Ebanks, Heidi Klum, Miranda Kerr e Karolina Kurkova. Em novembro de 2007, as modelos receberam em nome da Victoria’s Secret a estrela na Calçada da Fama (em frente ao Kodak Theatre em Los Angeles), uma homenagem aos 25 anos da marca.


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Angels recebem a estrela na Calçada da Fama, em Los Angeles,
em comemoração aos 25 anos da Victoria’s Secret



A Victoria’s Secret investiu cerca de US$ 10 milhões no desfile de 2007. Quantia ínfima quando comparada ao faturamento anual da marca, cerca de US$ 3,7 bilhões. Tudo isso é reflexo da grande expansão e notoriedade: nos EUA ela possui mais de mil lojas, além das cem representantes da Victoria’s Secret Beauty, que possui exclusivamente cosméticos em seu catálogo, e mais as representantes da marca nos aeroportos internacionais (lojas Duty Free Dufry).


Lançada em 1977 nos Estados Unidos por Roy Raymond, a intenção inicial da abertura da Victoria’s Secret, cujo nome foi inspirado na rainha Vitória (representante do trono inglês de 1837 a 1901), foi segmentar a venda de lingeries em estabelecimentos específicos para as peças, já que antes estas eram comercializadas junto a outros produtos em lojas de departamento. Com estilo, bom gosto e sensualidade, a Victoria’s Secret inova no segmento em que atua transformando o conceito dos modelos de peças íntimas.


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O perfume Dream Angels, top da lista de mais vendidos nos EUA

Em 1982 a Victoria’s Secret foi comprada pela empresa Intimate Brands, que intensificou ainda mais o caráter de sensualidade nas peças produzidas pela marca, colocando fotos provocativas de casais na capa de seus catálogos. Em 1990 foi criada a linha Swimwear, a versão de biquínis e maiôs da Victoria’s Secret, e a partir de então a expansão não parou. Foram cosméticos, linhas de lingeries com cotton, sutiãs que aumentam o tamanho dos seios e meias-calças. Mas o auge da marca foi em 1999, com o lançamento do perfume Dream Angels, líder de vendas nos EUA.
A Victoria’s Secret mantém a expansão da marca, e em 2004 lançou a linha Pink, destinada especialmente às jovens de 18 a 22 anos. A coleção fez tanto sucesso que se tornou uma submarca que possui hoje três lojas representantes nos EUA, faturando cerca de US$ 800 milhões anualmente.



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Gisele Bündchen veste o sutiã com pedras preciosas Fantasy Bra, de US$ 12 milhões

Todo ano, a Victoria’s Secret produz um modelo único de sutiã que ultrapassa a casa dos milhões e é apresentado por uma das supermodelos da marca. O mais valioso já produzido foi lançado em 2005, feito de seda e 1.300 pedras, como diamantes e rubis. Vestido por Gisele Bündchen, a peça foi avaliada em US$ 12 milhões.

Sempre mantendo a inovação de produtos e a sensualidade como peças-chave, a Victoria’s Secret não parou de crescer desde sua inauguração, em 1977. Em 2005 a marca chegou ao Brasil (com venda exclusiva nas lojas Duty Free dos aeroportos internacionais mais movimentados) e conquistou rapidamente o mercado, seduzindo as mulheres brasileiras. O glamour e seu estilo sensual são alguns dos fatores responsáveis por fazer da marca parte do imaginário feminino e mantê-la entre as principais fornecedoras de lingeries e cosméticos no mundo, além de figurar como top de vendas de perfumes nos EUA. Fonte: Portal do Luxo

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Aroma único, Perfume e fragrância que é resultado de sua personalidade


Guerlain, Cartier e Jean Patou produzem perfumes exclusivos de acordo com a memória olfativa e a personalidade dos clientes


Atualmente, não só roupas, sapatos e jóias podem ser feitos sob encomenda; é possível ter um perfume customizado baseado na herança olfativa do cliente, engarrafando uma fragrância que é resultado de sua personalidade, gosto e memórias. Berço dos melhores perfumes, Paris continua tendo os olfatos mais treinados para fazer esse serviço com cuidado especial para grandes marcas como Cartier, Guerlain e Jean Patou.


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Perfumes personalizados Guerlain em belos frascos Baccarat

O processo de criação de um “perfume sob medida” é longo. Na clássica joalheria Cartier, que produz perfumes desde 1981, a perfumista Mathilde Laurent faz uma média de oito desses perfumes por ano. Para entender melhor a personalidade do cliente, ela tem uma conversa preliminar de três horas, além de outros dez encontros com o cliente. Somente depois disso, o produto final é entregue.


A tradicional Guerlain, desde 1928 no mercado de perfumes, leva meses para confeccionar o produto personalizado. A perfumista Sylvaine Delacourte usa vários truques para descobrir a herança olfativa dos clientes, como fazer passeios a padarias e floriculturas. O resultado são três litros da essência final em frascos de diversos tamanhos de cristal Baccarat.


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Must de Cartier, o primeiro perfume da Cartier, lançado em 1981

Assim como a Guerlain, outra empresa que oferece a exclusividade dos perfumes personalizados em belos frascos Baccarat é a Jean Patou. O supervisor de toda a linha de perfumes da marca, Jean-Michel Duriez, prepara diversas fórmulas de perfumes baseadas nas informações que descobre durante passeios de limusine por Paris com o cliente, que, no final do processo, seleciona a essência com que mais se identifica. A empresa ficou mais conhecida quando criou o perfume Joy, em 1929, e ofereceu o mimo às clientes de famílias que foram afetadas pela quebra na bolsa de Nova York, como uma maneira de reanimá-las.


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Jasmim de Grasse, na França, um dos ingredientes exclusivos usados
na produção dos perfumes “sob medida”



O segredo dos perfumes feitos “sob medida” está na liberdade que os perfumistas têm para criar e nos ingredientes exclusivos que são usados. Alguns desses materiais, como o jasmim vindo de Grasse (cidade da Riviera Francesa, considerada a capital mundial do perfume), podem custar cerca de US$ 55 mil o quilo e não são usados na produção em alta escala de perfumes, tornando-se um diferencial no produto customizado.


As essências produzidas com verdadeira exclusividade por tradicionais marcas como a Cartier, a Guerlain e a Jean Patou podem valer de US$ 45 mil até cerca de US$ 100 mil. Outra empresa francesa, a L´Artisan, no segmento de perfumes desde 1976, e o perfumista Francis Kurkdjian, que já esteve por trás de algumas fragrâncias de Jean Paul Gaultier e produz “perfumes sob medida” desde 2001, oferecem o serviço a preços que variam de US$ 10 mil a US$ 17 mil.


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Perfumes Jean-Patou: 900 ml divididos em frascos Baccarat,
incluindo uma versão pequena, de bolsa


A estreita identificação de cada pessoa com o aroma dos perfumes feitos “sob medida” envolve matérias-primas altamente selecionadas e um delicado trabalho, um verdadeiro luxo olfativo que atrai aristocratas russos, “gurus” do mundo financeiro, famílias reais do Oriente Médio e apreciadores da exclusividade que um perfume único pode proporcionar. Fonte: Portal do Luxo

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Hotel de luxo Buenos Aires

O Hotel Sofitel Buenos Aires está localizado na charmosa e tranquila Rua Arroyo. A região é rica em antiquários e em galerias de arte e a ambientação do hotel segue um estilo definido como sendo um mix do savoir faire francês com a cultura Argentina. O resultado é uma decoração exuberante realizada pelo renomado desingner de interiores Pierre-Yves Rochon. O elegante estilo Art Deco do hotel foi combinado com aspectos da cultura portenha para criar um ambiente propício ao bem estar dos hóspedes.


Hotel Sofitel Buenos Aires - Divulgação

Lounge do Hotel Sofitel Buenos Aires

São 144 apartamentos e 29 suítes. As acomodações são decoradas em estilo Art Deco, com cores leves, utilizando muito couro argentino, considerado um dos melhores couros do mundo. Os banheiros são espaçosos e decorados com mármore Boticcino.


Em todas as acomodações estão disponíveis equipamentos de alta tecnologia como telefones sem fio que funcionam em qualquer lugar do hotel e receptores de mesa com caixas de som da BOSE para o hóspede conectar seu mp3 player. Nas suítes, os hóspedes têm a sua disposição uma máquina de café Nespresso exclusiva, e para os executivos que se hospedam em uma dessas 29 suítes podem conectar seus notbooks, facilmente, sem cabos, a uma impressora bluetooth.


O gerente geral Sr. Jorge Tito, com sua larga experiência internacional no segmento turístico, consegue fazer com que os hóspedes do Sofitel Buenos Aires percebam, nos mínimos detalhes, que estão num hotel verdadeiramente de luxo.


O hotel é membro do conceituado The Leading Hotels of the World, referência internacional em hotéis de luxo. Para mais informações e reservas, acesse: www.sofitel.com.br - Fonte: Portal do Luxo

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Cinema: estreias da semana são marcadas por personagens míticos

As estreias deste fim de semana passeiam por diferentes caminhos do mundo da fantasia. Os filmes trazem histórias sobre personagens míticos bem diferentes, mas que povoam o imaginário dos seres humanos há muito tempo. O Lobisomem, de Joe Johnston (Jumanji, Jurassic Park III e IV), dá uma revisitada no clássico de terror de 1941 sobre a criatura meio homem, meio lobo. Já Percy Jackson e o Ladrão de Raios, de Chris Columbus (Esqueceram de Mim e O Homem Bicentenário), evoca a mitologia grega e mostra que os deuses do Olimpo continuam a influenciar a vida dos humanos.




O Lobisomem (The Wolfman, 2010) é uma produção anglo-americana que foi cunhada para ser sucesso. Além do tema, que sempre chama muita atenção, reúne um elenco de primeira, com Benício Del Toro, Emily Blunt, Anthony Hopkins, Hugo Weaving e Geraldine Chaplin, e capricha nos efeitos especiais. A maquiagem, por exemplo, foi feita por um dos magos nessa arte, o veterano Rick Baker. Ele já havia trabalhado num clássico do gênero (Um Lobisomem Americano em Londres) e assina as elogiadas transformações do clipe de Thriller, de Michael Jackson.


Em entrevistas, Baker tem dito que não inovou muito nesse quesito. Utiliza as mesmas técnicas que vêm sendo aplicadas há décadas e até aproveita para fazer piada, ressaltando que no caso de Benício Del Toro não teve muito trabalho para transformá-lo. Segundo ele, em vista da aparência um tanto licantrópica do ator, bastou acrescentar os pêlos e os dentes grandes e estava pronta a aterradora criatura.


Inspirado pelo filme clássico da Universal, O Lobisomem vai nas origens do mito do homem amaldiçoado com o poder de se transformar em lobo quando a Lua está cheia. Benício Del Toro é Lawrence Talbot, um nobre que retorna para a propriedade da família, depois do desaparecimento de seu irmão. Reunido com o pai (o ganhador do Oscar Anthony Hopkins) de quem estava há muito afastado, Talbot inicia a procura por seu irmão e descobre que fatos estranhos estão ocorrendo no local.


Ele havia deixado o povoado vitoriano de Blackmoor e passado décadas se recuperando e tentando esquecer o passado, mais especificamente a morte da mãe. Mas um incentivo a mais o faz ter certeza de que quer ficar. Quando a noiva de seu irmão, Gwen Conliffe (Emily Blunt), o procura para ajudá-la a encontrar seu amor desaparecido, Talbot percebe que sente mais do que vontade de auxiliá-la ou de encontrar o responsável pela morte do irmão.


Só que as coisas não são tão simples. Fica sabendo que algo com uma incrível força e uma sede insaciável por sangue vem matando pessoas no povoado e que um desconfiado inspetor da Scotland Yard, chamado Aberline (Hugo Weaving), já esteve investigando os casos. Na medida em que ele reúne as peças deste sangrento quebra-cabeças, toma conhecimento de uma antiga maldição que torna os atormentados em lobisomens em noites de lua cheia.


Agora, se ele pretende acabar com o massacre e proteger a mulher pela qual se apaixonou, terá que destruir a terrível criatura que habita a floresta em torno de Blackmoor. Pode ser algo tão complicado quanto perigoso. Pode representar seu próprio fim.




Do livro para a tela - Percy Jackson e o Ladrão de Raios (Percy Jackson & The Olympians: The Lightning Thief, 2010) é outro que tem a seu favor uma fórmula de sucesso. É baseado num grande êxito editorial do momento (do autor norte-americano Rick Riordan), que traz o vasto mundo das mitologias ancestrais para histórias ambientadas nos dias atuais. Além disso, tem a assinatura de um dos maiores criadores de filmes clássicos do cinema hollywoodiano, Chris Columbus. Uma história que começou no meio da década de 1980, com Gremlins. Seu nome está ligado a diversos outros trabalhos importantes (seja como produtor, roteirista ou diretor). Além dos já citados, pode-se destacar Os Goonies, O Quarteto Fantástico, Uma Noite no Museu e três longas de Harry Potter.


Em Percy Jackson, os deuses do Olimpo continuam vivos e ainda se apaixonam por mortais e têm filhos que poderão vir a se tornar grandes heróis. Mas, antes, essas crianças terão de chegar até a idade adulta e, nesse caminho, muitos perecerão ao tentar cumprir as provas que lhes são colocadas. Somente alguns afortunados conseguirão descobrir sua verdadeira identidade e encontrar o caminho para assumirem-se semideuses.


É o tipo de revelação que lança o jovem Percy Jackson, de 12 anos, na maior aventura já sonhada. Com o tempo, ele aprende que os Deuses do Olimpo ainda existem, assim como outras criaturas mitológicas, como Minotauros, Centauros e Titãs. Ele segue uma jornada para ajudar seu verdadeiro pai, o deus do mar Poseidon, a fim de evitar uma guerra que Zeus está prestes a iniciar entre os deuses. Tudo por conta de um raio roubado.


Percy, que ganha a espada Anaklusmos, um presente de seu pai, entregue pelo centauro Quíron, seu professor de latim e mentor, é acusado de roubar o símbolo de poder do Deus mais temido do Olimpo. Então, a luta é para tentar provar a inocência com a ajuda de seus amigos: Grover Underwood e Annabeth, filha de Atena. Com eles, Percy terá de ir ao submundo e se encontrar com Hades, o senhor dos mortos.


No elenco, além do jovem Logan Lerman (Percy), estão Pierce Brosnan, Uma Thurman e Sean Bean, Steve Coogan e Catherine Keener. Fonte: A Gazeta



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Poesia e guerra em Arquíloco


Nem toda poesia grega tinha como personagens os deuses e figuras mitológicas que até hoje, depois de milhares de anos, ainda povoam o imaginário de autores e leitores. Um estudo que está sendo lançado no país em segunda edição pela editora da Unesp mostra a guerra e a luta foram temas recorrentes na obra de escritores como Arquíloco de Paros (VII a.C.).

Junto a Homero e Hesíodo, ele foi um dos poetas mais célebres da Antiguidade Greco-romana. Diferentemente daqueles, entretanto, sua poesia é marcada pela figura do guerreiro, das armas e de metáforas marciais. Em Armas e Varões: a Guerra na Lírica de Arquíloco, a doutora em Língua e Literatura Grega Paula da Cunha Corrêa destaca a poesia lírica, a guerra e os aspectos que circundam a obra do poeta grego, contextualizando aqueles mais significativos de sua obra.


Pesquisa interdisciplinar, ela retoma os estudos clássicos ao citar contemporâneos arquiloquéios, como Calímaco e Ésquilo, e estabelece ligações com estudiosos contemporâneos da cultura grega, como Liebel e Vernant. Com isso, cria uma narrativa em que apresenta uma Grécia arcaica que acabara de descobrir o indivíduo e a efemeridade humana.


Para abordar com novas luzes o tradicional poeta, a autora recorre aos mais diversos ramos do conhecimento, articulando filologia, epigrafia, literatura, filosofia, história e arqueologia. Apresenta textos originais do grego e suas possíveis interpretações, valorizando ainda mais a recuperação e entendimento da poesia da época. E, inevitavelmente, compara Arquíloco de Paros a Homero e Hesíodo, em função da proximidade temporal e temática entre os poetas.


O livro define as tradições poéticas, gêneros e estilos pessoais de Arquíloco de Paros, já que essas são as principais diferenças entre ele e outros escritores da época. Nesta segunda edição, revisada e ampliada, é atualizada a bibliografia referente aos fragmentos utilizados, além de indicar novas leituras, como a indexação de um texto (e sua tradução) descoberto recentemente, em 2005.


Restou pouco de sua obra, apenas fragmentos. Também se sabe pouco sobre seus últimos anos de vida. Pesquisas dão conta de que ele teria viajado pela Grécia e passado pelo sul da Itália antes de retornar à terra natal. Lá, Arquíloco teria morrido durante a guerra contra os Naxos.


Sobre a autora - Paula da Cunha Corrêa é professora doutora de Língua e Literatura Grega no Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas (FFLCH) da Universidade de São Paulo. Bacharel em Letras (FFLCH-USP), obteve título de mestre em Estudos Clássicos na Royal Holloway Bedford New College (University of London) com a dissertação Harmoniai and Nomoi. Este livro é a tese de doutoramento defendida em 1995 no Departamento de Filosofia (FFLCH) da Universidade de São Paulo.

Fonte: A Gazeta


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Carandiru, de presídio à biblioteca

Foto meramente ilustrativa

Sombrio, violento e bagunçado. Era essa a imagem do presídio do Carandiru- que foi o maior da América Latina abrigando sete mil homens. Mas a história mudou. O ministério da Cultura apoiou a implantação de biblioteca na área da antiga penitenciária. Com pufes coloridos e poltronas confortáveis, o novo espaço cultural, que ocupa um pavilhão de 4.257 m2, foge do estereótipo da biblioteca pública com ar austero e lembra mais uma livraria moderna de grande rede.

"É com muita alegria que vamos ocupar esse lugar de tão triste memória", declarou o secretário estadual de Cultura de São Paulo, João Sayad. A biblioteca foi organizada com o objetivo de incentivar a leitura e ser um centro de treinamento para todas as bibliotecas municipais que existem no estado. "O frequentador vai encontrar os livros expostos pela capa, sem pretensão didática ou de erudição. Vão estar ali os livros mais procurados e os lançamentos recentes. O local pretende ser uma biblioteca que chama o público para ler. Vai ter Playboy, Claudia, Capricho e Caras". O investimento de implantação foi de R$ 12,5 milhões (R$ 10 milhões do estado e R$ 2,5 milhões do Ministério da Cultura).


Com aproximadamente 30 mil itens, que incluem livros, DVDs, CDs, revistas, quadrinhos e jornais, a biblioteca dispõe de equipamentos de última geração, como um terminal de auto-atendimento, que permite ao usuário cadastrado liberar o empréstimo sozinho. Também há a preocupação com acessibilidade: o local tem de elevador e impressora em braile a software que faz a leitura em voz alta. O acesso à internet será de graça e computadores estão espalhados por todos os lados.


A ideia é usar esses recursos concorrentes do livro, como a internet, a música e o DVD, para atrair o interesse pela leitura. De Dom Casmurro ao Diário de Bridget Jones, o acervo promete agradar a todos os gostos e ter um pouco de tudo. (com assessoria e G1) Fonte: A Gazeta



Veja acervo de mais de 10.000 livros a R$ 10,00 cada um

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Hipermagreza domina passarelas da São Paulo Fashion Week

"Gente, o que é isso, essa menina está doente?" A frase, de um fashionista sentado na primeira fila de um desfile da SPFW, ilustra um espanto recorrente na atual edição do evento: as modelos estão mais magras do que nunca. Prova disso é que estilistas estão tendo dificuldades em montar seus "castings", fazem ajustes de última hora e escolhem peças estratégicas que escondam os ossos saltados das modelos.


Na SPFW da magreza radical brilham modelos na faixa dos 18 anos, que têm índice de massa corporal, calculado pela Folha, igual ao de crianças de 9 anos. No mundo dos adultos, a Organização Mundial da Saúde chama esse índice de "magreza severa".


Alexandre Schneider/Folha Imagem
Modelo em desfile na São Paulo Fashion Week
Modelo em desfile na São Paulo Fashion Week

A explicação vem da top Aline Weber, 21, que mora em Nova York e participou do filme "Direito de Amar", de Tom Ford. "Três coleções atrás, no auge do pânico antianorexia, as pessoas pesavam as modelos no backstage para ver se elas estavam saudáveis. Agora, a poeira baixou. Se você engorda um pouco, todo mundo está ali pra te julgar. Se você emagrece, falam que você está linda." Aline diz conhecer muitas meninas bulímicas e anoréxicas fora do Brasil. "As russas são as piores", conta.


O stylist David Pollak identifica o padrão supermagro europeu como uma das causas da onda que atinge a atual edição da SPFW. "Muitas meninas estão trabalhando fora e por isso estão supermagras. Estão dentro do padrão de Paris, que é esquelético."


A magreza radical fez com que ele tivesse dificuldades na hora de montar o "casting" da Cavalera. "A marca tem uma imagem mais adolescente, saudável. Por isso, peguei meninas que não são badaladas [leia-se, as que ainda não têm carreira internacional]. Outros stylists tiveram de fazer o improvável: dispensar meninas de suas seleções porque elas estavam magras demais.


A onda tem feito eles inverterem uma antiga lógica da moda: ao invés de avaliarem roupas ideais para esconder, por exemplo, um quadril mais largo, têm de descobrir os looks que vão ocultar um corpo esquálido. "As meninas muito magras causam problemas. Seus ossos apontam num vestido de seda mais fluido. Ou seus corpos, muito estreitos, deixam a proporção toda estranha", avalia o stylist Maurício Ianês.


Muito café

O estilista Reinaldo Lourenço não só percebe a hipermagreza das modelos desta temporada como também conta que teve que fazer hora extra por conta do fenômeno. "Tive que fazer vários ajustes de última hora em roupas que ficaram largas nas meninas, o que me deu o maior trabalho", diz. Segundo ele, isso acontece porque a atual safra de modelos é "muito jovem".


Nos camarins, longe da mesa de salgadinhos e quitutes --relegada aos jornalistas--, modelos desfilam com copos de café. "Identifico as mais magras como a turma do cafezinho, já que elas passam o dia todo tomando café para não comer e ficarem ligadas", diz Pollak. Em entrevistas, elas escondem o peso e as medidas. "Não sei quanto peso. Nunca subo na balança", disfarça uma delas.


Cristina Theiss, 18, jovem aposta da Ford Models, teoriza: "Para fazer passarela de inverno, precisa ser mais magrinha mesmo, porque as roupas são volumosas, enchem demais". Para agências de modelos, o assunto ainda é tabu. Ou foi deixado de lado. "Magreza? Anorexia? Mas que assunto antigo, datado!", diz um agente, interrompendo a entrevista da Folha com uma modelo. Basta olhar para as passarelas para ver que não é.

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